Petróleo e Gás Natural

A Bacia da Foz do Amazonas estende-se ao longo da costa do Estado do Amapá e da Ilha de Marajó (Pará); e tem potencial para descoberta de petróleo e gás combustível, totalizou ofertas de de R$ 750,1 milhões com previsão de investimentos de R$ 1,5 bilhão no leilão realizado pela Agencia Nacional de Petróleo (ANP) em 2013. A região foi a que recebeu a maior oferta na história dos leilões da ANP, com lance de R$ 345,9 milhões feito pelo consórcio formado pelas empresas BP Energy do Brasil LTDA, Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A e Total E&P do Brasil LTDA.

Audiências publicas

Organizada pelas comissões de Minas e Energia e de Integração Nacional, a audiência pública sobre os impactos econômicos e sociais da exploração e produção de petróleo na região da Foz do Rio Amazonas foi “um importante momento para tirar dúvidas e debater sobre os desafios e perspectivas para um investimento tão grande”.

A audiência serviu para esclarecer e levantar pontos como geração de emprego, estrutura necessária, investimentos, impactos ambientais, segurança e prazos.

De acordo com a representante da ANP Cláudia Rabello, a fase exploratória é um primeiro passo que já traz impactos positivos. “De qualquer forma o estado já tem que se preparar para dar para essa indústria o suporte necessário para que isso realmente aconteça no estado”.

As características geológicas da região da Foz do Amazonas exigem que a exploração seja feita em níveis mais profundos, para detecção da existência de petróleo, o que requer uma maior capacitação tecnológica das empresas operadoras. Além disso, a região também é caracterizada pela forte influência de correntes marítimas intensas, outro fator que dificulta a atividade de prospecção.

leilões

Nos dias 14 e 15 de maio de 2013, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) leiloou 14 blocos para exploração de petróleo no litoral do Amapá. O total dos arremates somou R$ 802 milhões, o que representa quase 30% de toda a licitação leiloada pela ANP, que alcançou a cifra de R$ 2,2 bilhões. Duas  empresas  deteram  o direito em seis blocos de exploração na costa amapaense, a gigante petrolífera britânica BP e a francesa Total E&P, com de intenção de fazer a perfuração de até dez poços nos próximos três anos. Para isso o grupo fez um levantamento de dados e estudo sísmico que vai apontar onde devem iniciar as perfurações.

Pesquisas

Levantamento Sísmico

O primeiro impacto da exploração do petróleo ocorre quando do estudo sísmico. Esse estudo permite a identificação de estruturas do subsolo, e seu princípio tem como base a velocidade de propagação do som e suas reflexões nas diversas camadas do subsolo.


Em terra os dados sísmicos são coletados por meio de uma rede de microfones no solo, que receberão o retorno das ondas sonoras provocadas por explosões efetuadas na superfície. São abertas trilhas para a colocação dos microfones, instalados acampamentos e provocadas explosões para a emissão das ondas sonoras.

No caso do mar, essas explosões são efetuadas em navios com canhões de ar comprimido, com o arraste de microfones na superfície da água. Junto com toda a produção de petróleo, existe uma produção de água, cuja quantidade dependerá das características dos mecanismos naturais ou artificiais de produção, e das características de composição das rochas reservatórios.

Essa água produzida da rocha reservatório é identificada pela sua salinidade e composição destes sais, normalmente sais de magnésio e estrôncio. Para manter as condições de pressão na rocha reservatório, fundamentais para a migração do petróleo para os poços, pode ser efetuada uma operação de injeção de água nas camadas inferiores da rocha reservatório, e ou gás nas camadas superiores.

Para impedir a precipitação de sais nos poros das rochas no subsolo, muitas vezes são utilizados produtos químicos que são injetados no subsolo, o que implica na existência destes produtos nas localidades de produção, e seus cuidados relativos a sua presença no meio ambiente. Cuidados especiais devem ser tomados com o descarte destas águas produzidas.

Diagnostico Ambiental

As pesquisas de diagnóstico ambientais foram realizadas por meio de um Termo de Cooperação no valor aproximado de R$ 268 mil com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) – órgão vinculado ao governo do Estado. Atuaram diretamente no processo 20 profissionais do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) e da Universidade do Estado do Amapá (Ueap). O material subsidia as empresas BP e Total na construção do plano de Estudos de Impactos Ambientais, utilizado para a retirada da licença ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Instalação das Petrolíferas

A próxima etapa para o processo de instalação das petrolíferas será a realização de Audiências Públicas para que as empresas se adequem as normas ambientais do estado.

Os técnicos da agencia de Desenvolvimento do Amapá estará acompanhando as visitas, reuniões e audiências principalmente nos municípios de Oiapoque, Calçoene e Amapá, articulando as ações prevista no PPA 2016 sobre a criação dos Conselho Municipal dos Royalties de Petróleo que tem como objetivo. Fiscaliza e acompanhar os Recursos dos Royalties, dentre outros.



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